Realização Bélica

Quarta-feira, 28 Fevereiro, 2007

De acordo com notícia da semana passada, o príncipe Harry, filho de Charles & Diana, vai “combater” no Iraque.Soldier

Podemos supor que o rapaz não vai se envolver de forma direta no conflito, provavelmente fará apenas atividades menos arriscadas, como patrulhas e reconhecimento… Quase um “passeio”.

Mas, apesar da guerra do Iraque ser algo reprovado por nós pessoas sensatas, acredito que de certa forma esta atitude de Harry é um exemplo aos parlamentares e chefes de estado do consórcio de países invasores.

Harry, filho de Charles, vai ao Iraque. Quantos filhos de congressistas estadunidenses fizeram o mesmo? Para quem assistiu, é só lembrar do documentário “Fahrenheit 9/11” de Michael Moore.

E mesmo assim, o que será que o herdeiro de Diana procura no Iraque? Fama? Reconhecimento? Realização? Afirmação?

Não seria mais louvável se o jovem fosse, por exemplo, trabalhar em missões humanitárias na África? Distribuir alimentos, remédios, livros… Por que ir para o Iraque? Por que esta guerra suja é mais atraente a Harry do que uma missão mais digna, mais humana?


Criatividade Reciclada

Quinta-feira, 22 Fevereiro, 2007

Diversas produções culturais demonstram falta de criatividade por parte de seus autores.Recycled Criativity

Seja aproveitando a tecnologia atual, seja contextualizados para os dias de hoje, antigos sucessos, filmes e músicas, são relançados, ou melhor, refeitos.

Em particular no caso de filmes, temos os remakes como “Perdidos no Espaço“, “Planeta dos Macacos“, “Massacre da Serra Elétrica“, “Guerra dos Mundos“, dentre vários, que normalmente deixam a desejar se comparados aos originais.

Ainda temos filmes que, apesar de serem continuações (e não relançamentos), procuram retornar aos originais, numa tentativa de recuperar as falhas das versões anteriores. Exemplo: o último filme do Superman resgatou totalmente o primeiro, parte homenagem, parte cópia. O mesmo vale para “Rocky Balboa“, que também tenta resgatar os primeiros filmes do personagem.

Até bandas retornam após anos, até décadas de inatividade. Como “The Police”, que se reuniram 20 anos depois da separação, ou mesmo o Pink Floyd, que tocou numa apresentação especial ano passado no Live 8.

A mídia “popular”, como esperado, também não escapa desta onda… Novelas (e mesmo samba enredo) são reciclados.

Mas… isto seria apenas falta de criatividade? Ou seria necessidade de exploração comercial?

Este segundo caso faz muito sentido, afinal de contas as gerações atuais não conhecem os sucessos do passado. Além disto a maioria é muito desinteressada para ir atrás de um filme ou sucesso mais antigo. E é este desinteresse que cria hoje um nicho de mercado para produtos “reciclados”.

E isto não é de todo ruim, afinal através destes relançamentos algumas pessoas são colocadas em contato com obras mais célebres. Arrisco a dizer que uma pequena parcela vai atrás dos originais, descobrindo alguns tesouros esquecidos em sua geração.

Claro que há um pouquinho de nostalgia também… Muitos que tiveram oportunidade de conhecer tais sucessos ontem ficam curiosos por vê-los com vestimentas mais modernas…

A princípio é fácil classificar este tipo de recurso como sendo lixo cultural, mais um “remake” etc. Mas isto não seria um pouco de preconceito? Afinal há um lado positivo, seja tirando a naftalina de algo que uma geração inteira curtiu, seja enchendo os bolsos de alguém.

:-)


A Real Dark Side

Sábado, 10 Fevereiro, 2007

Desde a década de 90, sempre que posso, vou curtir shows de rock & heavy metal, seja sozinho ou com meus amigos.PinkFloyMoney

Acompanhar um show ao vivo é uma experiência muito bacana, empolgante, ainda mais quando é de bandas ou músicos que você curte.

Infelizmente os responsáveis pela organização e “distribuição” destes eventos no Brasil não tem este mesmo interesse. Na verdade, o interesse deles é outro: fazer dinheiro.

Antes que me entendam mal, digo que acho razoável uma pessoa ganhar seu sustento com eventos. Organizar um show dá trabalho, negociar com artistas e seus empresários envolve dedicação e investimentos (tempo e dinheiro).

Agora, existe um limite entre obter retorno de direito e lucro por exploração.

Em algum ponto desconhecido deste século, os empresários de shows decidiram esfolar o público. Tudo começou com a cobrança de ingresso a um valor exorbitante. Não lembro-me do show exato, mas sei que fiquei surpreso com o primeiro ingresso a R$ 100.

E foi só o começo. Hoje os valores chegam a passar de R$ 500. Lembro-me de como fiquei puto com o show do Rush, não pela banda, claro, mas pela brilhante idéia de dividirem o Morumbi em três seções, quanto mais próximo do palco, mais obsceno o valor do ingresso.

Ainda temos outros expedientes sacanas como pontos de venda super-restritos, “taxas de conveniência”, péssima logística de vendas… Alguém se recorda das vendas para o show do U2? Hehehe, muito trash.

Mas… cativos que somos pela paixão por música, não temos muita opção. Torramos nossas economias ou desistimos de ir ao show. Simples.

Os leitores atualizados perceberam que escrevo sob a recente indignação causada pelos valores e organização do show do Roger Waters.

O retorno de um dos ícones do rock ao Brasil é marcado pela estupidez de preços e setorização notionless do estádio.

Curioso que, desta vez, isto é privilégio exclusivo do show em São Paulo…

Estou organizando uma excursão. Alguém quer ir para o Rio?

;-)


Raiz Forte

Domingo, 4 Fevereiro, 2007

Este fim de semana, no dia de meu aniversário, tive a grande oportunidade de apreciar uma apresentação de dois excelentes violeiros.

Violeiros!

Não curto música sertaneja, principalmente as comerciais, mas para a “moda de viola”, tiro meu chapéu. :-)

Músicas simples, sinceras, marcantes, tratando do trabalho, causos, paixões… vida de um povo humilde e trabalhador.

Esta é música de raiz. E nossa raiz é forte!


Café com Tempo

Sexta-Feira, 2 Fevereiro, 2007

Adoro tomar café, acompanhado para bater um bom papo ou mesmo sozinho, para relaxar e divagar um pouco.

coffee time

Estes dias estava tomando um café com minha esposa, conversamos um bocado e foi muito bacana.

Isto me fez refletir sobre os momentos legais, aqueles que saboreamos com prazer: um bom café, um vinho a dois ou um cochilo no sofá.

Pois é, mas sempre esbarramos na falta de tempo…

“Seria tão bom ficar mais um pouco… mas tenho que ir.”

“Hmmm, pena que amanhã preciso acordar cedo…”

“Tenho que correr ou perco meu ônibus!”

Então… Não seria gostoso se pudéssemos dar uma “esticadinha” nestes momentos? Prolongar um pouquinho este prazer?

Foi então que, inspirado nos sachês de açúcar (ou adoçante), concebi a idéia dos “sachês de tempinho extra”.

Vendidos em unidades de 5, 10 e 15 minutos, basta rasgar um para ter aquela quantidade de tempo disponível.

Os bons momentos seriam prolongados mais um pouquinho… mais dez minutinhos…

Atrasado para o ônibus? Não mais, acabou a correria, com os sachês de tempo você não chega mais atrasado.

Mas há uma restrição de uso: só para momentos bacanas. Não pode usar pra esticar o trabalho, por exemplo.

O trabalho deve ser feito em seu tempo certo. Trabalho a mais significa que algo está errado…