Diversas produções culturais demonstram falta de criatividade por parte de seus autores.
Seja aproveitando a tecnologia atual, seja contextualizados para os dias de hoje, antigos sucessos, filmes e músicas, são relançados, ou melhor, refeitos.
Em particular no caso de filmes, temos os remakes como “Perdidos no Espaço“, “Planeta dos Macacos“, “Massacre da Serra Elétrica“, “Guerra dos Mundos“, dentre vários, que normalmente deixam a desejar se comparados aos originais.
Ainda temos filmes que, apesar de serem continuações (e não relançamentos), procuram retornar aos originais, numa tentativa de recuperar as falhas das versões anteriores. Exemplo: o último filme do Superman resgatou totalmente o primeiro, parte homenagem, parte cópia. O mesmo vale para “Rocky Balboa“, que também tenta resgatar os primeiros filmes do personagem.
Até bandas retornam após anos, até décadas de inatividade. Como “The Police”, que se reuniram 20 anos depois da separação, ou mesmo o Pink Floyd, que tocou numa apresentação especial ano passado no Live 8.
A mídia “popular”, como esperado, também não escapa desta onda… Novelas (e mesmo samba enredo) são reciclados.
Mas… isto seria apenas falta de criatividade? Ou seria necessidade de exploração comercial?
Este segundo caso faz muito sentido, afinal de contas as gerações atuais não conhecem os sucessos do passado. Além disto a maioria é muito desinteressada para ir atrás de um filme ou sucesso mais antigo. E é este desinteresse que cria hoje um nicho de mercado para produtos “reciclados”.
E isto não é de todo ruim, afinal através destes relançamentos algumas pessoas são colocadas em contato com obras mais célebres. Arrisco a dizer que uma pequena parcela vai atrás dos originais, descobrindo alguns tesouros esquecidos em sua geração.
Claro que há um pouquinho de nostalgia também… Muitos que tiveram oportunidade de conhecer tais sucessos ontem ficam curiosos por vê-los com vestimentas mais modernas…
A princípio é fácil classificar este tipo de recurso como sendo lixo cultural, mais um “remake” etc. Mas isto não seria um pouco de preconceito? Afinal há um lado positivo, seja tirando a naftalina de algo que uma geração inteira curtiu, seja enchendo os bolsos de alguém.