Ontem ocorreu na cidade de São Paulo um show protesto contra a CPMF.
Idealizado pelo empresário André Skaf, filho do presidente da Fiesp, e apresentado por Luciano Huck, o show “Tributo contra o Tributo” tinha a pretensão de lotar o Anhangabaú com 2 milhões de pessoas. Como atrativo, além do protesto, estavam presentes “artistas” como KLB, Netinho, CMP22, Nx Zero, Zezé de Camargo e Luciano, dentre outros.
O fato é que, dos 2 milhões almejados, apenas 15 mil pessoas compareceram.
Este resultado pífio pode ser explicado com as seguintes hipóteses:
- Os artistas não agradaram o público
Acho que os idealizadores e os próprios artistas consideraram que iriam atrair hostes de adoradores. Bem, talvez eles não sejam tão populares assim…
- O povo não está nem aí para a CPMF
Ao contrário do que diz o empresário André, a CPMF incomoda mais quem faz transações financeiras.
Quanto mais você compra ou transfere, mais você paga. Pobre lida com dinheiro vivo e passe de busão, quando muito paga suas prestações na Marabrás.
Convenhamos, CPMF sobre um carnê de R$ 30,00 é de 11 centavos, ao passo que uma compra na Daslu pode gerar mais de R$ 50 de imposto.
- O povo não sabe o que é CPMF
Consequência da hipótese anterior, afinal quem não tem grana, não paga este imposto, quanto mais sabe que ele existe.
- Terça-feira não é dia pra show
Ao contrário do que aparentemente Sr. Skaf, Luciano Huck e outros “artistas” imaginam, o povo trabalha durante a semana. Pelo menos o povo de São Paulo.
Fica difícil para o trabalhador comparecer ao “mega-evento” na terça e acordar de manhã para trabalhar. O paulistano já faz seu sacrifício semanal para assistir jogo de futebol, não pode se dar ao luxo de perder seu precioso horário de descanso para um protesto contra algo que não afeta seu cotidiano.
Acho no mínimo curioso um protesto “popular” de cunho anti-tributário financiado por empresários. Pode-se constatar que a “Frente Nacional da Nova Geração” ainda não tem muito “traquejo” para promoção de eventos, quiçá interação com esta coisa chamada “povo”.
Apesar de Skaf afirmar o contrário, esta primeira investida dos “jovens empresários e líderes estudantis” para tentar criar sua massa de manobra foi um fiasco.
Veremos o que eles conseguem até 2010.
Escrito por emilianofraga
Escrito por emilianofraga 
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