Desde a década de 90, sempre que posso, vou curtir shows de rock & heavy metal, seja sozinho ou com meus amigos.![]()
Acompanhar um show ao vivo é uma experiência muito bacana, empolgante, ainda mais quando é de bandas ou músicos que você curte.
Infelizmente os responsáveis pela organização e “distribuição” destes eventos no Brasil não tem este mesmo interesse. Na verdade, o interesse deles é outro: fazer dinheiro.
Antes que me entendam mal, digo que acho razoável uma pessoa ganhar seu sustento com eventos. Organizar um show dá trabalho, negociar com artistas e seus empresários envolve dedicação e investimentos (tempo e dinheiro).
Agora, existe um limite entre obter retorno de direito e lucro por exploração.
Em algum ponto desconhecido deste século, os empresários de shows decidiram esfolar o público. Tudo começou com a cobrança de ingresso a um valor exorbitante. Não lembro-me do show exato, mas sei que fiquei surpreso com o primeiro ingresso a R$ 100.
E foi só o começo. Hoje os valores chegam a passar de R$ 500. Lembro-me de como fiquei puto com o show do Rush, não pela banda, claro, mas pela brilhante idéia de dividirem o Morumbi em três seções, quanto mais próximo do palco, mais obsceno o valor do ingresso.
Ainda temos outros expedientes sacanas como pontos de venda super-restritos, “taxas de conveniência”, péssima logística de vendas… Alguém se recorda das vendas para o show do U2? Hehehe, muito trash.
Mas… cativos que somos pela paixão por música, não temos muita opção. Torramos nossas economias ou desistimos de ir ao show. Simples.
Os leitores atualizados perceberam que escrevo sob a recente indignação causada pelos valores e organização do show do Roger Waters.
O retorno de um dos ícones do rock ao Brasil é marcado pela estupidez de preços e setorização notionless do estádio.
Curioso que, desta vez, isto é privilégio exclusivo do show em São Paulo…
Estou organizando uma excursão. Alguém quer ir para o Rio?
Escrito por emilianofraga 
Escrito por emilianofraga