Finalmente, nesta quarta-feira o dia começou com muito sol. Animados, decidimos fazer um grande passeio e conhecermos a famosa Praia do Forte.
Saímos de casa e pegamos a Linha Verde ou “Estrada do Côco”, uma estrada estatual administrada pela CLN (Concessionária Litoral Norte). A viagem teve duração razoável. A Praia do Forte fica noutro município, Mata de São João, distante uns 80 km de Salvador.
Fizemos uma parada em Camaçari, na praia de Arembepe. Lá há um posto do projeto Tamar. O acesso é através de estrada de terra e como havia chovido, passamos por um pouco de poças e lama.
O posto do projeto Tamar de Arembepe é muito bonito. É relativamente pequeno, mas bem estruturado e, pelo que vi, preparado para receber visitas. Logo após a entrada principal há alguns cascos de tartaruga com placas explicativas de cada uma.
Há também o alojamento dos funcionários, de acesso restrito. Seguindo mais adiante temos a direita um prédio com uma lojinha e os sanitários. Depois, uma grande área com tanques. Alguns tanques estavam vazios ou em manutenção. Um tinha uma grande tartaruga submersa, aparentemente descansando. Foi só eu me distanciar que ela começou a se mexer, nadando pelo tanque. Ela chegou até a tirar a cabeça para fora d’água, bem de frente pra Daniela!
Noutro tanque havia pequenos filhotes de tartaruga nadando sem parar. Outro tanque tinha tartarugas filhotes, porém maiores. E, finalmente, havia um último tanque com uma tartaruga deformada pelo cativeiro e maus-tratos.
Havia também mais placas informativas, com réplicas das tartarugas em tamanho natural. Um cartaz mostrava também os diversos maus-tratos e atrocidades cometidas pelo homem às tartarugas marinhas. Numa pequena elevação havia também uma grande escultura de uma tartaruga saindo do ovo.
Saímos de Arembepe e prosseguimos rumo à Praia do Forte. Rodamos um bocado mas chegamos. Fiquei surpreso quando reparei que a praia era rodeada por pousadas, lojinhas e restaurantes, praticamente uma pequena vila. Era necessário parar o carro antes e percorrer a vilazinha a pé até chegarmos à praia.
Na praia os quisques estavam montados apenas numa região próxima à entrada. Ao longo da praia não havia mais barracas ou vendas, apenas areia e água. Se bem que era fácil de perceber que próximo às areias estavam cercas limitando o acesso aos diversos condomínios estabelecidos ao longo da praia.
Ficamos na praia por pouco tempo. O sol estava forte e a havia muitas pedras n’água, era difícil de nadar. Depois ficamos sabendo que mais adiante havia um local sem pedras, de águas calmas, ótimo para nadar e mergulhar.
Fizemos o caminho de volta e paramos num quiosque. Fomos atendidos por um rapaz chamado Moisés e uma moça chamada Taís. Tomamos cerveja e comemos uma ótima porção de peixe frito, num local muito belo.
No quiosque ao lado havia uma porção de turistas portugueses muito animados. Conversavam bastante entre si e também com o garçon, Juca. Era engraçado ouví-los conversar, seja pela animação, seja pelo sotaque. Uma senhora, já bem animada, só pedia “cervejinha, cervejinha. Eu quero minha cervejinha. Não esqueça minha cervejinha…”
Deixamos o quiosque e retornamos ao nosso carro, e depois pegamos novamente a estrada para Salvador. Devido ao sol forte que batia do seu lado, Daniela cobriu-se com a canga. Não sei se foi por isto, mas passamos por duas batidas policiais, sendo que na segunda fomos parados.
Nada demais, apenas pediram os documentos e liberaram-nos para prosseguir.
Foi um excelente passeio, apesar de nossas paradas (Tamar e Praia) terem durado pouco. A viagem Salvador – Mata de São João é muito longa.