Passagens para o esquecimento

Terça-feira, 5 Maio, 2009

Há pouco tempo atrás, a “Operação Castelo de Areia” da Polícia Federal, levantou mais um esqueminha de corrupção envolvendo a empreiteira Camargo Correa e partidos como PSDB, PPS e DEM.

Contudo, rapidamente a mídia dirigiu seu foco para outro assunto, as passagens aéreas ds parlamentares federais.

Nâo que a situação nojenta do Senado e Câmara não mereça ser denunciada… Mas rapidamente o envolvimento corrupto da construtora e partidos de oposição foi esquecido.

A mídia nem teve tempo de usar o termo “Camargoduto”.


Boa noite, e boa sorte… para todos

Segunda-feira, 21 Janeiro, 2008

Este fitv noisem de semana assisti ao filme “Boa Noite, Boa Sorte“.

Curiosamente, antes do filme, comentei com minha esposa sobre a sensível queda da qualidade dos programas da TV aberta. No momento do meu comentário, assistíamos um trecho do “Fantástico”.

É notável o que as emissoras fazem para ganhar audiência. É triste perceber que a emissora que detém a primeira posição nas pesquisas reduz cada vez mais o nível cultural e crítico de seus programas.

E as concorrentes, claro, espelham-se na liderança, gerando uma espiral viciosa, cujo centro leva-nos a um buraco negro de estupidez e alienação.

O cenário se agrava se considerarmos que as emissoras brasileiras são todas concessões públicas, ou seja, deveriam a princípio servir aos interesses da sociedade brasileira.

Então este é o interesse de nossos cidadãos? Segundo nossas emissoras, sim, o cidadão brasileiro médio deseja vulgaridade, repetição, diversão simples e barata, bem como alienação, engodo, absoluta ausência de inteligência.

Há quem defenda esta idéia, que a TV dá ao povo o que o povo quer ver. Isto tudo seria muito democrático se, por trás da audiência, não houvessem interesses financeiros do oligopólio da mídia brasileira.

Finalizo meu texto com uma citação do filme:

Àqueles que dizem, “As pessoas não iriam ver, elas não se interessariam, elas são muito complacentes, indiferentes e isoladas” eu só posso responder: existe, na opinião de um repórter considerável evidência contra essa idéia.

Mas mesmo que elas estejam certas, o que elas têm a perder?

Porque se elas estão certas, e esse instrumento não é bom pra nada além de entreter, distrair e isolar, então a tela está chiando e logo nós veremos que todo esforço está perdido.

Esse instrumento pode ensinar, pode iluminar e até mesmo inspirar.

Mas ele só pode fazer isso na medida que for utilizado para esses fins.

Caso contrário, é somente fios e luzes numa caixa.

Boa noite, e boa sorte.

Edward R. Murrow